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INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO CEMITÉRIO

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O primeiro cemitério de Guarapari localizado no Caminho da fonte foi o São João Batista. A população de Guarapari, vivendo em ambiente sadio, no geral gozava de boa saúde, conta os moradores antigos que para inaugurar o cemitério da cidade foi necessário pedir um defunto emprestado a Benevente, município de Anchieta. Este defunto era um marinheiro que caiu de um navio e não tendo familiares que reclamasse o corpo foi então emprestado para ser enterrado em Guarapari. Foi feita a inauguração do cemitério em 1916, contando com a presença de várias autoridades. Foi feito um discurso pelo vereador da Comarca o Sr. Belarmino Santana, na cerimônia e abaixo transcrito:

“ Exm° Sr. Presidente do estado, Exmª autoridades civis e militares, minhas senhoras e meus senhores, Guarapari é e sempre será o país da saúde e das maravilhas. Aqui nunca ninguém morre nem se entristece, mesmo que queira. Tanto isso é verdade verdadeira que para que fosse inaugurado este cemitério no dia de hoje já foi feito e construído há mais de 10 anos, não se sabe para que e porque, foi preciso que se arranjasse as pressas um defunto emprestado em Benevente, aliás um defunto morto da pior espécie, pois não passa de um mulambo como todos podem ver. O mundo todo sabe que Guarapari é um país calmoso e hereditário, onde se respira o ara por conseqüência, pois de um lado (o orador esticou o braço em direção ao mar) tem o oceano marital e do outro lado (o orador esticou o outro braço indicando a floresta ao longe) tem o oceano matagal.” ( Ouviu-se uma voz na multidão: “ Cala a boca negro burro”).

... “Sou burro sim, porém artista como uma locomotiva que gera no azul do firmamento. Sou negro sim, mas, porém a cor da epiderme não inflói, nem contribói, como diria o grande General Marechal Hermes. Burro sim eu sou e repito, mas, todavia, honesto como um corno. Esse aparte que acabamos de ouvir, Senhor Presidente do Estado, é a prova, das razões porque esta merda de cidade, não vai adiante e eu me recuso a continuar falando para ignorantes e analfabetos. Tenho dito.” (E desceu do palanque dando bananas para a multidão).

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